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Dólar cai e fecha a R$ 5,10 com queda do petróleo e expectativa por encontro entre Trump e Xi Jinping; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,70% nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,1082. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,74%, aos 186.596 pontos. Os investidores repercutiram a queda do petróleo e mantiveram no...

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G1 - Economia Fonte Externa
21 de setembro de 2026 • 5 min de leitura
Dólar cai e fecha a R$ 5,10 com queda do petróleo e expectativa por encontro entre Trump e Xi Jinping; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em queda de 0,70% nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,1082. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,74%, aos 186.596 pontos.

Os investidores repercutiram a queda do petróleo e mantiveram no radar o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira. A semana também será marcada pela divulgação de indicadores econômicos importantes, entre eles o IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira.

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▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo ficou no centro das atenções. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país.

Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 3,63%, cotado a US$ 100,10. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 4,82%, a US$ 95,47 o barril.

Na outra ponta, em meio ao corte de exportações por conta da guerra, os preços do diesel bateram altas recordes nos últimos dias, a US$ 6 o galão.

▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.

▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

a

Acumulado da semana: -0,70%;

Acumulado do mês: -1,38%;

Acumulado do ano: -6,93%.

📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,74%;

Acumulado do mês: +5,17%;

Acumulado do ano: +15,81%.

Queda nos preços do petróleo

As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.

No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio.

Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.

No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio.

A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity.

Encontro Trump-Xi

Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.

Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.

Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.

Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.

Bolsas globais

Em Wall Street, os principais índices acionários americanos fecharam em alta, impulsionados por ganhos nos papéis relacionados à inteligência artificial.

O Dow Jones subiu 0,71%, enquanto o S&P 500 avançou 1,51% e o Nasdaq Composite teve ganhos de 2,26%.

O dia também foi positivo na Europa, em meio a uma recuperação nos papéis de grandes bancos e empresas de tecnologia e conforme investidores repercutiam a queda nos preços do petróleo. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1%, na maior alta diária desde 2 de julho.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, teve alta de avançou 0,92% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,75%.

Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

O SSEC, índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,2%.

Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de 1 dólar

Rafael Holanda/g1

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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