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Dólar opera em queda, de olho em vitória democrata no Congresso americano; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta quarta-feira (4), com um recuo de 0,34% perto das 14h45, cotado a R$ 5,4686. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 1,38% no mesmo horário, aos 167.821 pontos. As atenções...

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G1 - Economia Fonte Externa
4 de novembro de 2026 • 5 min de leitura
Dólar opera em queda, de olho em vitória democrata no Congresso americano; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (4), com um recuo de 0,34% perto das 14h45, cotado a R$ 5,4686. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 1,38% no mesmo horário, aos 167.821 pontos.

As atenções ficam voltadas para o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com a vitória democrata no Congresso americano. Investidores também avaliam os sinais de que o governo deve enviar a medida provisória do imposto seletivo da reforma tributária e a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve ser divulgada após o fechamento dos mercados.

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▶️ A vitória democrata nas midterms dos EUA fica no centro das atenções. O resultado foi lido por investidores como um recado contrário ao atual governo de Donald Trump, e indica que o presidente americano pode ter mais dificuldade para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.

▶️ No Brasil, o foco fica com a decisão de juros do Banco Central, prevista para o final da tarde. A expectativa é que o Copom mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano e adote um discurso mais duro como resposta à deterioração do cenário de inflação e à maior pressão fiscal.

▶️ O andamento da reforma tributária também fica no radar, em meio à sinalização de que o governo pretende prorrogar a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em janeiro de 2027 para setores que passarão a ser tributados pelo imposto seletivo, também conhecido como imposto do pecado.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

a

Acumulado da semana: +0,79%;

Acumulado do mês: +0,79%;

Acumulado do ano: -0,03%.

📈Ibovespa

Acumulado da semana: --18,12%

Acumulado da semana: -1,42%

Acumulado do mês: --1,42%;

Acumulado do ano: +2,74%.

Eleições de meio de mandato nos EUA

O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos.

O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3).

A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização desta reportagem. Eram necessárias 51 cadeiras para alcançar a maioria.

Após a confirmação do controle democrata sobre as duas Casas, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano "The New York Times", estar disposto a governar com os democratas.

"Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou.

Segundo o americano, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário.

"Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento", declarou.

Dias antes, o republicano levantou dúvidas sobre a sua reação a uma eventual derrota ao afirmar que só reconheceria os resultados se as eleições "fossem limpas".

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Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil

O que são as midterms

Bolsas globais

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam mistos nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam os resultados das midterms no país.

Perto das 14h45, o Dow Jones tinha alta de 2,88%, enquanto o S&P 500 subia 1,82% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 1,99%.

Entre os destaques negativos da sessão estavam os papéis da SpaceX e da Tesla, empresas do bilionário Elon Musk — que gastou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos no Texas, estado que abriga as duas companhias.

No mesmo horário, as ações da SpaceX caíam 2,71%, enquanto as da Tesla tinha queda de 2,09%.

"No geral, os resultados [das eleições] tiveram um impacto moderado nos mercados até o momento. Os investidores deixarão de negociar a incerteza dos resultados eleitorais e passarão a negociar a realidade do que eles significam para as políticas públicas", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, à Reuters.

Segundo Brooks, os resultados acabam sendo uma notícia negativa para a Tesla e a SpaceX, já que pode colocar em dúvida uma possível fusão entre as duas companhias.

"Embora o Congresso não possa impedir uma fusão, ele poderia retardá-la por meio de uma análise mais rigorosa", disse.

"Musk investiu centenas de milhões no Partido Republicano antes dessas eleições, e podemos ver as ações ligadas a Musk em dificuldades agora que seus inimigos políticos recuperaram o controle do Congresso", completou.

Na Europa, as bolsas da região tiveram alta generalizada na sessão. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,84%, atingindo a máxima em dois meses.

Entre os demais índices locais, o DAX, da Alemanha, subiu 2,22%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 1,96% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,79%.

Na Ásia, as ações chinesas tiveram a maior alta em sete meses, conforme o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos deu aos investidores um pretexto para comprar papéis.

O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 2,16%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 2,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,42%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar

Karolina Grabowska/Pexels

Conteúdo importado automaticamente via RSS de G1 - Economia.

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