‘Imposto do pecado’: governo define regras para taxar carros; veja o que pesa no cálculo
Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo Roosevelt Cassio/Reuters O governo federal publicou nesta quarta-feira (4) uma medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do p...
Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo
Roosevelt Cassio/Reuters
O governo federal publicou nesta quarta-feira (4) uma medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”.
🔎 O tributo, criado pela reforma tributária sobre o consumo, começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo.
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Entre os produtos sujeitos ao novo imposto estão os carros de passeio, com alíquota-base de 6,3%. Ela pode subir ou cair conforme alguns critérios. Depois dos ajustes, o resultado é multiplicado por 1,21, conforme prevêem as regras estabelecidas.
Toque ou clique nos critérios abaixo para entender cada um deles:
Motorização e combustível
Eficiência energética
Potência
Desempenho estrutural e assistências ao motorista
Reciclabilidade veicular
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Motorização e combustível
O primeiro critério é a fonte de energia do motor:
Alíquota do imposto do pecado por motor
arte/g1
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Eficiência energética
O segundo critério é a eficiência energética do veículo. O cálculo considera um limite de energia consumida por quilômetro, que varia de acordo com o peso e a categoria do veículo.
Um carro de passeio de 1.200 kg, por exemplo, precisa consumir no máximo cerca de 1,49 megajoule por quilômetro (MJ/km) em um teste que combina percursos na cidade e na estrada para receber o desconto de 2 pontos percentuais.
Se ultrapassar esse primeiro limite, o carro ainda pode receber um desconto de 1 ponto percentual caso o consumo seja de até cerca de 1,57 MJ/km. Acima desse valor, não há desconto por eficiência energética.
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Potência
O terceiro é a potência do motor, medida em quilowatts (kW).
Potência do motor no IS
arte/g1
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Desempenho estrutural e assistências ao motorista
O quarto critério avalia tanto a proteção oferecida pela estrutura do carro em uma colisão quanto os sistemas de assistência ao motorista,
A redução de 1 ponto percentual acontece se um carro tem, por exemplo, controle de estabilidade, aviso de cinto afivelado, farol de rodagem diurna ou piloto automático adaptativo.
Se a versão não atender ao critério, fica sem esse desconto.
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Reciclabilidade veicular
O último critério considera se a fabricante possui um plano para reciclar os veículos ao fim de sua vida útil.
Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP)
divulgação/Stellantis
A redução é de 2 pontos percentuais quando um veículo é retirado de circulação para cada cinco carros novos produzidos. Se a proporção for de um para cada dez, o desconto cai para 1 ponto percentual.
Em ambos os casos, os carros novos considerados na contagem devem ser da mesma marca, modelo e versão.
Os carros novos também precisam cumprir metas de reaproveitamento. A partir de 2027, pelo menos 80% do peso de cada veículo deverá ser passível de reutilização ou reciclagem. Esse percentual sobe para 85% quando são consideradas também outras formas de recuperação dos materiais.
Para novos projetos, os percentuais mínimos sobem para 85% e 95% já em 2027. Em 2030, esses índices passam a valer para todos os veículos leves novos, tanto de passageiros quanto de carga.
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